
poema publicado pela juliana lohman no seu blog o qual eu num sei o endereço :D
O que acontece quando não se acha saída? Devemos trancar-se aonde estamos,
aguentar o escuro, o lugar abafado e seu cheiro de mofo e esperar a mudança do
futuro?
E se não houver mudança? E se o cheiro permanecer? Nós morremos asfixiados?
O que fazer quando as lembranças te perseguem e te puxam, não só pelo pé, mas
pela ALMA?
O que dizer quando o que mais se quer é chorar? Devemos fugir?
E o que acontece se nem fugindo minha memória descança e me deixa em paz?
Que caminho tomar se a minha realidade já não me dá mais o que eu quero ter?
Meus olhos fechados insistem nas suas curvas, tatuagens e contornos... Meus
ouvidos reclamam pela falta da sua voz, da sua música, do seu dizer. Minha face
quer a textura de seu peito de novo, minhas narinas enlouquecem sem seu
cheiro... É um pedir - ou um quase exigir - que me pressiona, me deixa ser ar!
Que fraqueza... meu ser torna-se mais pesado, e mais, e mais... Meus dias serão
arrastados assim por quanto tempo? Minha visão só me relembra seu sorriso
singular... aquela gargalhada deitada, gostosa, sem hora... E agora? Cadê? Aonde
ela está neste momento? Com quem? De que jeito?
Será que seu sofrimento também é presente...? Será que é tão forte quanto o meu?
Será que isso tudo não valeu de nada? Será que a gente escolhe, escolhe,
escolhe, e percebe que achou a pessoa errada?
Viver sem o teu inteiro me parte ao meio. Meu meio que, mesmo indo contra as
leis da física, é mais pesado que o meu inteiro... Seu corpo pode estar todo sob
o meu que eu me sinto mais leve que uma nuvem... mas se ele não está presente,
meu eu vira uma metade de mim que vira uma tonelada de um vazio."
:* gente
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